Com a chegada da menopausa é natural que o corpo feminino passe a produzir menos estrogênio e progesterona. Para algumas mulheres, os sintomas deste período da vida costumam ser bastante incômodos e, por isso, pode ser recomendado a realização da reposição hormonal ovariana.
O tratamento, como já diz seu próprio nome, tem a função de complementar nessa reposição a quantidade dos hormônios que o organismo está produzindo em menor quantidade. Ainda assim, é indicado conversar com o ginecologista ou endocrinologista para avaliar se realmente existe a necessidade de fazê-lo.
Apesar de ser mais comum entre as mulheres, os homens também podem passar por esse tratamento, recebendo a reposição de testosterona, com o acompanhamento de um urologista ou endocrinologista.
O que é avaliado pelo médico?
Antes de recomendar este tratamento, o médico precisa avaliar o perfil hormonal do seu paciente, além de outros biomarcadores de saúde. Ademais, é levado em conta a idade, qual o objetivo principal (alívio de sintoma da menopausa, por exemplo) e dosagem ideal para cada pessoa.
Também é necessário que a mulher ou homem interessado na reposição de hormônios passe por outras especialidades, como o cardiologista, caso seja necessário.
Desta forma, são avaliados todos os prós e contras do tratamento, para então decidir se a administração dos hormônios é necessária e como será feita.
Quando a reposição hormonal é recomendada?
Entenda agora quando é recomendado fazer a reposição hormonal sexual.
Quando não há histórico de câncer na família
O primeiro fator avaliado, tanto pelo ginecologista (ou urologista) quanto por outras especialidades é se existe histórico de alguns tipos de câncer na família da mulher ou do homem interessados na reposição de hormônios.
O câncer de mama e útero, além de trombose foram dois fatores de risco identificados no caso das mulheres, no entanto, não significa que todas que optam pelo tratamento irão lidar com esses problemas. Assim, é feita essa avaliação e, se não houver risco desses cânceres, a paciente pode tranquilamente optar por repor hormônios.
Até dez anos após do fim do ciclo menstrual
Quando esse tratamento foi iniciado, não existia uma idade certa para início e finalização da reposição de hormônios. Atualmente, estudos comprovam que existe uma idade máxima para que seja realizada.
No caso das mulheres que sentem muito incômodo com o período pré e pós-menopausa, a reposição pode ser iniciada até dez anos após o fim do ciclo menstrual, em média na casa dos 60 anos.
Passado esse período, o tratamento pode tornar-se irrelevante. Em muitos casos não é recomendado, em outros passa a ter risco elevado de desenvolvimento de câncer.
Perimenopausa
A perimenopausa é o período que antecede o último ciclo menstrual, quando a mulher está para entrar na menopausa e começa a sentir os primeiros sintomas que indicam a redução na produção de estrogênio e progesterona.
Assim que for identificado que a mulher entrou na perimenopausa, o ginecologista ou endocrinologista pode sugerir a reposição hormonal como uma forma de garantir melhor qualidade de vida da mulher até que os ciclos menstruais se encerrem. Após a menopausa outra avaliação será feita.
Quando a mulher tem fortes sintomas da menopausa
Mulheres que apresentam fortes sintomas da menopausa, a ponto de interferirem em sua rotina, podem adotar a reposição de hormônios sexuais como uma forma de tratamento. O objetivo é amenizar esses sintomas até que o corpo se adapte a nova fase que se inicia.
Estes são alguns casos em que a reposição hormonal pode ser recomendada. Ainda assim, não deixe de conversar com seu médico sobre o assunto.
Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como endocrinologista em Manaus!


